O ex-presidente da Câmara, João Paulo Cunha, alerta que 30% do orçamento brasileiro, aprovado no Congresso em dezembro, será destinado ao pagamento de juros. Ou seja, dos R$ 6 trilhões destinados para atender os 220 milhões de brasileiros, R$ 2 trilhões serão destinados à elite dos rentistas. Um verdadeiro sequestro ao orçamento brasileiro.

Exatamente por causa dos juros, o investimento direto da união ficou reduzido a R$ 80 bilhões, ou seja, apenas de 0,6% dos R$ 6 trilhões.  Para investir em segurança, na educação, na saúde, estrada, portos, aeroportos, universidades, etc.

Por outro lado, o valor das emendas parlamentares chega a R$ 61 bilhões – para obras muitas vezes desconectadas a um plano nacional de desenvolvimento.

Por isso, João Paulo defende uma pressão sobre o Banco Central pela redução imediata das taxas. “Esses juros criminosos, fazem parte do problema da elite do Brasil. 2026 é para projetar o país para 20 ou 40 anos. Sem esse Banco Central do jeito que está e sem essa elite sequestrando a maior fatia do orçamento para seus próprios benefícios”.

“Com o orçamento do jeito que está. É claro que não vai dar certo, exceto pela competência, pela inteligência e inovação do presidente Lula. 2026 vai ser bom, apesar da elite brasileira, que sabe ficar gritando por reformas etc, mas não dá um pio sobre os juros, porque é injusto pegar um terço do orçamento do país e botar na mão de meia dúzia”, afirmou João Paulo.