
Candidato a deputado federal criticou medidas tarifárias dos Estados Unidos e defendeu uma política externa baseada na soberania nacional e na diversificação das relações comerciais
A defesa da soberania nacional e a manutenção de relações comerciais com diferentes países devem orientar a política externa brasileira, segundo o candidato a deputado federal João Paulo Cunha. Durante agenda de campanha, ele criticou as medidas tarifárias adotadas pelo governo dos Estados Unidos e destacou a estratégia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de ampliar as relações do Brasil com diferentes parceiros internacionais.
Em julho, os Estados Unidos adotaram novas sobretaxas sobre parte das exportações brasileiras. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as medidas estabeleceram tarifas adicionais de 25% e 12,5% sobre diferentes grupos de produtos brasileiros. Combinadas, elas atingem cerca de 23,1% das exportações brasileiras destinadas ao mercado norte-americano.
Para João Paulo, o Brasil deve manter uma relação comercial com os Estados Unidos, mas sem estabelecer uma relação de dependência com qualquer país.
“O presidente Lula tem dito isso várias vezes: a nossa relação com os Estados Unidos é uma relação boa, não vamos mudar isso. Assim como nós vamos ter relação com a China e com a Índia, com a Europa. O Brasil é um país abençoado por Deus. A virtude do presidente Lula é que ele não tem relação de dependência com ninguém. Ele relaciona com a China, com a Índia, com a Europa, com os Estados Unidos, porque sempre olha aquilo que é melhor para o Brasil”, afirmou.
Medidas para enfrentar o tarifaço
O candidato também destacou as medidas adotadas pelo governo brasileiro para reduzir os impactos das tarifas sobre empresas e setores afetados. Entre as iniciativas está o Plano Brasil Soberano, que prevê instrumentos de apoio financeiro para empresas atingidas pelas sobretaxas comerciais.
O programa inclui linhas de financiamento destinadas a exportadores e fornecedores, além de empresas de setores estratégicos. A legislação aprovada em julho também ampliou o público que pode acessar mecanismos de apoio diante dos impactos provocados por tarifas comerciais majoradas.
O Brasil também recorreu à Organização Mundial do Comércio (OMC) para questionar as medidas tarifárias norte-americanas. O pedido de consultas foi apresentado pelo governo brasileiro em 27 de julho.
Na avaliação de João Paulo, a estratégia adotada pelo governo norte-americano poderá produzir efeitos políticos diferentes dos pretendidos pelos setores brasileiros que apoiaram a medida.
“Vai sair pela culatra esse tiro, porque o povo percebeu e vai dar o voto contra essa turma que quer fazer do Brasil um quintal dos Estados Unidos”, afirmou.
Soberania e diversificação comercial
João Paulo defendeu ainda que o Brasil aproveite sua posição no cenário internacional para ampliar mercados e reduzir a dependência de um único parceiro comercial.
Para o candidato, uma política externa soberana deve combinar diálogo diplomático, defesa dos interesses nacionais e relações econômicas com diferentes regiões do mundo.
“Quem acha que o Brasil tem que ser soberano, que deve decidir olhando os interesses do povo brasileiro e ter um presidente que se relaciona com o mundo todo não tem dúvida. Por isso, Lula é o nosso candidato”, afirmou.
O debate ocorre em meio às negociações comerciais entre Brasil e Estados Unidos e às medidas adotadas pelo governo brasileiro para proteger setores afetados pelas novas tarifas. Além das iniciativas de apoio financeiro, o governo tem mantido negociações diplomáticas com representantes norte-americanos em busca de uma solução para as restrições comerciais.
O DEPUTADO FEDERAL DO LULA




