João Paulo Cunha participa de encontro com trabalhadores dos Correios

Durante encontro em Jaguaré, candidato a deputado federal defendeu investimentos públicos, criticou a privatização da Sabesp e afirmou que serviços essenciais devem priorizar o atendimento à população

O candidato a deputado federal João Paulo Cunha defendeu o fortalecimento do papel do Estado na economia e criticou o avanço das privatizações durante encontro realizado em 3 de agosto, no Jaguaré, zona oeste de São Paulo. A atividade marcou a celebração da eleição da nova diretoria da Associação Recreativa dos Trabalhadores dos Correios (Arco SPM).

Para João Paulo, o momento de maior relevância do Brasil no cenário internacional deve ser acompanhado por políticas capazes de transformar esse protagonismo em desenvolvimento econômico e melhoria da qualidade de vida da população.

Segundo o candidato, o fortalecimento da capacidade de investimento público é necessário para enfrentar as desigualdades sociais e ampliar o acesso da população a serviços essenciais.

“O Brasil adquiriu uma importância vital no mundo e precisa aproveitar essa oportunidade para melhorar as condições de vida do seu povo. Esse é o compromisso do presidente Lula. Isso significa ter um Estado forte, porque quando se passa para a iniciativa privada, o principal objetivo é o lucro”, afirmou.

Críticas à privatização da Sabesp

Durante o encontro, João Paulo criticou a privatização da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e defendeu que serviços como abastecimento de água e saneamento permaneçam orientados pelo interesse público.

“Nós vendemos a nossa água para a iniciativa privada. Um grupo econômico comprou a Sabesp, aumentou a conta da água e a qualidade piorou. Quando a iniciativa privada assume esse tipo de serviço, o principal interesse é quanto vai render para seus donos”, declarou.

Para o candidato, a discussão sobre privatizações está diretamente relacionada ao modelo de desenvolvimento que o país pretende adotar e ao papel do Estado na garantia de direitos e serviços básicos.

Redução das desigualdades

João Paulo também relacionou a necessidade de fortalecer as políticas públicas à concentração de renda no Brasil. Segundo ele, mudanças estruturais na economia são necessárias para ampliar oportunidades e reduzir as desigualdades sociais.

“O Brasil é um país injusto: 1% dos brasileiros concentram cerca de 30% da renda. Nós não podemos conviver com isso. Precisamos mexer na estrutura econômica, e esse é o compromisso do presidente Lula para o próximo mandato”, afirmou.

Na avaliação do candidato, o Estado deve ter capacidade de induzir investimentos, promover políticas sociais e atuar em áreas estratégicas para garantir que o crescimento econômico seja acompanhado por melhorias nas condições de vida da população.

Disputa eleitoral

Durante a atividade, João Paulo também falou sobre o cenário eleitoral e afirmou que a disputa será marcada pelo confronto entre diferentes projetos políticos para o país. Ele reconheceu que a campanha deverá ocorrer em um ambiente de forte polarização.

“Se o futuro que o presidente Lula aponta é um futuro que pode melhorar, de fato, a vida do povo brasileiro, dos seus trabalhadores, por que não votar nele? Qual a razão de votar em Bolsonaro?”, questionou.

O candidato afirmou ainda que pretende manter uma campanha baseada na mobilização e na defesa de suas propostas.

“Sou animado e otimista, mas não sou ingênuo. Será uma eleição difícil. Ainda assim, acredito que, se queremos um país melhor, uma cidade melhor e um futuro melhor para todos, nós podemos sonhar. E sonho que se sonha junto vira realidade”, concluiu.