
Em entrevista ao Opera Mundi, João Paulo Cunha falou sobre mobilização popular, Congresso e as eleições de 2026.
Questionado sobre a possibilidade de uma mobilização mais intensa nas ruas dificultar a construção de alianças políticas no Congresso, João Paulo avaliou que os movimentos sociais podem, na realidade, contribuir para pressionar e produzir avanços no Legislativo.
Segundo ele, experiências recentes demonstram que a mobilização popular teve impacto direto sobre decisões tomadas pelo Congresso. Como exemplos, citou as discussões em torno do fim da escala 6×1 e a chamada PEC da Blindagem.
“No período recente, provocar a rua tem mostrado que tem resultado no Congresso. Quando a sociedade se mobiliza, quando as pessoas ocupam as ruas e fazem pressão, isso chega ao Congresso e pode mudar o rumo das decisões.”

João Paulo Cunha durante entrevista ao jornalista Breno Altman, no Podcast do Opera Mundi
Para João Paulo, a mobilização tende a assumir um caráter cada vez mais híbrido, combinando manifestações presenciais e articulação pelas redes sociais. Ele também ponderou que a capacidade de mobilização não é uniforme em todo o país, sendo maior nos grandes centros urbanos.
Ao mesmo tempo, o dirigente destacou que a pressão das ruas precisa estar acompanhada de uma estratégia de articulação política dentro do Congresso, especialmente diante de uma eventual composição majoritariamente de centro-direita.
Centrão pode se afastar do Bolsonarismo
Ao projetar o cenário político após as eleições de 2026, João Paulo Cunha afirmou acreditar que uma eventual vitória de Lula e uma derrota de Jair Bolsonaro podem alterar a dinâmica do Congresso Nacional.
“Eu acho que o Lula ganhando e derrotando o Bolsonaro agora, acredito que o próximo Congresso Nacional terá um comportamento diferente. Acredito que essa parte do Centrão irá desgarrar do Bolsonarismo.”

Congresso Nacional, em Brasília, centro das discussões e articulações políticas do país.
Na avaliação dele, esse movimento poderia abrir espaço para uma relação mais estável entre o governo e partidos de centro, ampliando as possibilidades de diálogo e negociação mais flexíveis no Congresso Nacional.
João Paulo também comparou o cenário projetado com a experiência dos primeiros mandatos de Lula, quando partidos de centro participaram diretamente da composição do governo.
A expectativa, segundo ele, é de que uma eventual nova administração consiga estabelecer uma relação mais previsível com essas legendas, com partidos assumindo ministérios e oferecendo apoio de suas bancadas no Congresso.
Para João Paulo, esse arranjo poderia proporcionar maior estabilidade e previsibilidade política a um eventual quarto mandato consecutivo de Lula, combinando mobilização social com uma estratégia de articulação institucional no Congresso Nacional.

Breno Altman questiona João Paulo Cunha durante entrevista no Podcast do Opera Mundi
A entrevista completa de João Paulo Cunha a Breno Altman, com a íntegra da conversa e outros temas abordados ao longo do encontro, está disponível no canal de Youtube: Opera Mundi. Confira a entrevista completa em: JOÃO PAULO CUNHA | Verdades e mentiras sobre corrupção no STF | 20 MINUTOS




